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Treinamento em Cruzeiros

Como tripulantes de cruzeiros são treinados?

by Bernardo Porfirio on 24 de março de 2012

Os recentes acidentes envolvendo grandes navios cruzeiros, como o Costa Allegra e Costa Concórdia chamam atenção para a falta de informações do publico geral aos treinamentos dos tripulantes de cruzeiros maritimos na prevenção de acidentes e nas situações de emergência. 

Diante da escassez de material sobre o assunto, dedico este artigo àqueles interessados em conhecer e saber um pouco mais sobre a maneira como nós, tripulantes de navios cruzeiros maritimos, somos capacitados pelas companhias marítimas e de que maneira as inspeções de bordo, em cada país, podem colaborar, ou não, para a segurança nos navios cruzeiros maritimos.


A primeira grande preocupação com segurança de bordo em navios cruzeiros aconteceu após o naufrágio do Titanic, em 1912, quando mais da metade dos ocupantes morreram durante o trágico acidente no Atlântico. 

Naquela época não havia treinamento e nem mesmo plano de evacuação de passageiros; a capacidade dos botes e coletes salva-vidas atendia apenas metade das pessoas que estavam a bordo. Outra desvantagem é que os botes eram abertos, o que fazia com que os passageiros morressem de hipotermia, ao invés de morrerem afogados.

Avançando um pouco no tempo, percebemos que a tecnologia atual avançou bastante no conforto e também na preservação da vida. Hoje, os cruzeiros são dotados de botes salva-vidas cobertos com capacidade extra de 30%, kits de primeiros socorros e vários outros utensílios de sobrevivência no mar, além da grande infinidade de treinamentos promovidos a bordo aos tripulantes. Tudo isto regido por normas internacionais.

Mas e na prática, como isso acontece? Trabalhando há anos para oito companhias marítimas, reconheço que poucas exigiram um dos principais pré-requisitos de trabalho a bordo neste tipo de transporte: o certificado de conclusão do curso STCW – Standards for Training, Certification and Watch Keeping

No curso, o tripulante aprende noções básicas de segurança de bordo antes do primeiro embarque em um navio cruzeiro. Por outro lado, também devo admitir que todas as empresas seguem o mesmo ritual no primeiro dia de um tripulante (seja para um novo marujo ou para aquele que está voltando de férias); treinamento de introdução às questões básicas de segurança de bordo e familiarização com o layout do navio.

Para prevenir casos de emergência, os cruzeiros contam com equipes designadas para: combate ao incêndio, primeiros socorros/páramédicos, combate a poluição/preservação ao meio ambiente, auxílio a pessoas com dificuldade de locomoção, auxílio a crianças, evacuação do navio, resgate, entre outras. Todas as equipes recebem treinamento específico e periódico. Semanalmente, conforme o SOLAS (Safety of Life at Sea) todos os tripulantes participam da simulação de casos de emergência de evacuação do navio, além do treinamento aplicado aos passageiros em todos os dias de embarque no primeiro dia de um cruzeiro marítimo.

Em níveis diferenciados, tudo isso ocorre nas empresas, mas em algumas companhias o sistema é mais rigoroso que em outras. Por exemplo, durante emergências, poucas são as companhias que se preocupam em encaminhar as crianças, caso estejam aos cuidados das monitoras, aos seus pais no ponto de embarque do mesmo bote salva-vidas. 

Grande parte também exige dos pais que vão à cabine para buscar o colete salva vidas (assim como todos a bordo), mas também vão buscar seus filhos no kid’s club. Pergunto, será que dá tempo? Será que uma mãe lembrará o caminho até o kid’s club no meio de tanta pressa? Na contramão destas empresas, há exemplos de companhias em que os coletes já ficam no ponto de embarque dos botes salva-vidas (embora todas, por lei, proveem de coletes salva vidas extras no ponto de embarque), muito mais simples, portanto. 

Bem, certamente estes e outros aspectos estão sendo analisados e novas regras entrarão em vigor após o naufrágio do Costa Concórdia. Por aqui e bordo, acompanho e escrevo.


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